terça-feira, 17 de junho de 2014

                                                       Suicídio Tático brasileiro

Não basta ter a disposição os melhores jogadores, se não houver uma disposição tática adequada para organizar o time. O que foi visto na partida de hoje, foi o domínio de uma equipe extremamente inferior sobre uma equipe melhor, porém desorganizada. Os problemas começaram com a ausência de Hulk, que no esquema tático de Felipão funciona como um ponta direita. O primeiro erro de Scolari foi a escolha de Ramires para substituir Hulk. Além de queimar uma substituição perdeu a força ofensiva pela ponta direita, tendo em vista que Ramires costuma jogar centralizado e pouco apoia pelas pontas, assim servindo apenas para fazer a cobertura nas subidas de Daniel Alves.

Alias, ai esta outro grande problema da seleção brasileira - os laterais- que não estão bem . O Brasil joga no esquema 4-2-3-1. Luis Gustavo e Paulinho fazem a proteção da zaga, enquanto Neymar e Hulk tem liberdade pelas pontas e Oscar tem a incumbência da criação das jogadas pelo meio. O criticado atacante Fred tem a complicada missão de receber as bolas que dificilmente chegam e se virar para fazer o gol, mas até ai tudo bem. O problema é que para um centroavante como Fred funcionar, é necessário que os laterais também apoiem e cheguem ao fundo para fazer os cruzamentos, é isso não vem ocorrendo devido as duas péssimas partidas de Marcelo e Daniel Alves.

(Fox Sports)

Da maneira que a seleção brasileira esta jogando, tanto faz a presença de Fred, Jô, Diego Costa ou qualquer outro, o centroavante dificilmente irá funcionar. Na filosofia de jogo da equipe de Felipão, talvez fosse mais adequado jogar com Neymar fazendo a função de "falso 9". Neymar que mais uma vez não conseguiu jogar bem e a sorte não esteve ao seu lado desta vez como na estreia. E como agarra o tal do Ochoa! não por acaso, foi o melhor goleiro do campeonato francês. Grande Copa do Mundo!

Por: Vinicius Savioli

quinta-feira, 12 de junho de 2014



Depois de 59 anos de sua primeira edição, a Liga dos Campeões da Europa teve seu primeiro Derbi em uma Final. Talvez por coincidência do destino ou por ação dos deuses do futebol, o palco da partida foi na terrinha do craque merengue, Cristiano Ronaldo. E com todos esses ingredientes, mesmo possuindo incríveis 9 títulos da competição, o Real lutou como se fosse o primeiro.
Durante toda a década de 50 os Rojiblancos, como é conhecido o Atlético de Madrid, foi o maior adversário do Real Madrid e protagonizavam o maior clássico da Espanha. Contudo, após algum tempo o Barcelona passou a ser o maior rival do Real Madrid e assim o Atlético foi perdendo sua hegemonia. No entanto ainda são considerados o clube popular da cidade de Madrid.

E assim, depois de 59 anos do início da maior competição de clubes da Europa ressurgem os Rojiblancos de Madrid. Ainda considerados como uma grande surpresa, eliminaram aqueles que lhes roubaram o posto de "o grande rival de seu maior rival", o Barcelona! Ainda desbancaram o Chelsea na Inglaterra, antes da partida histórica contra o rival. 

A grande final era a oportunidade dos renegados de Madrid, que já haviam conquistado o titulo nacional da temporada, reconquistarem de vez seu status de ser o grande clube da cidade. E realmente foram - durante 93 minutos - e só. No entanto, preferiu o acaso que Cristiano Ronaldo tivesse sua definitiva coroação em Portugal, seu país de origem. E assim foi! O tempo parou no Estádio da Luz, Espanha e para todos os apaixonados por futebol no momento em que Sergio Ramos cabeceou entre os zagueiros e empatou a partida, causando uma catarse geral. E assim começava a "La décima" do Real e a "La tortura" do Atlético.

O que aconteceu após o empate do Real foi de fato um massacre físico e técnico de uma equipe sobre outra, que resultou em mais 3 gols dos merengues. Contudo, não será esta a angústia que carregará o torcedor Rojiblanco, e sim perder a oportunidade de recuperar definitivamente sua hegemonia sobre seu maior rival. Partidas como esta apagam méritos de títulos anteriores, criam vilões e heróis, dividem uma cidade e escrevem histórias sobre histórias. Imagina a semana em Madrid!



Por: Vinicius Savioli